Psicóloga Karina Freitas · CRP 06/156482

Exausto de fingir que está tudo bem, sobrecarregado por barulho e luz, sempre quase encaixando? Você pode ser autista.Cansado de fingir. Barulho que dói. Nunca encaixar de verdade.
Você pode ser autista.

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Acompanhamento psicológico online para adolescentes e adultos autistas e para quem está investigando um diagnóstico tardio. Com psicóloga clínica com mais de 10 anos de experiência. Para todo o Brasil.Acompanhamento psicológico online para adolescentes e adultos autistas, com psicóloga clínica há mais de 10 anos. Para todo o Brasil.

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Psicóloga Karina Freitas - Acompanhamento Psicológico Online para Adultos Autistas

Como o Autismo Aparece a Partir da Adolescência

Depois da infância, o autismo raramente é o estereótipo do menino calado no canto da sala. Quem chega aqui aos 16, aos 30 ou aos 50 já aprendeu a se adaptar — e costuma se reconhecer nisto:

Exaustão Depois do Social

Você segura bem a reunião, o almoço, a festa. Chega em casa e não sobra energia para mais nada. Não é frescura: sustentar a performance custa caro.

O Mundo em Volume Alto

Luz forte, som de fundo, etiqueta na roupa, cheiro no elevador. O que os outros filtram sem perceber, você não consegue desligar.

Camuflagem no Automático

Ensaiar conversas, copiar expressões, decorar o que se responde. Uma versão sua construída para caber — e mantida há tanto tempo que virou padrão.

Interesses Profundos

Mergulhar meses em um assunto, saber tudo sobre ele, e aprender cedo que é melhor segurar o entusiasmo porque ninguém acompanha.

Mudança de Última Hora Derruba o Dia

Previsibilidade não é rigidez: é o que permite funcionar. Quando o plano muda sem aviso, o custo é real e leva horas para reorganizar.

Mal-entendidos que se Repetem

Entender o que foi dito, e não o que foi insinuado. Ser lido como direto demais ou distante sem ter tido nenhuma intenção disso.

Este atendimento é para adolescentes e adultos

O trabalho aqui é com adolescentes e adultos autistas — na prática, a partir dos 16 anos —, em sessões de conversa por videochamada. Não há atendimento infantil. Se você procura acompanhamento para uma criança, o caminho costuma ser outro — psicologia infantil, terapia ocupacional e intervenções presenciais com a família — e vale buscar um profissional com essa formação específica.

Como o formato é videochamada, ele funciona bem para quem consegue acompanhar uma conversa nesse meio — com câmera ligada ou desligada, no seu ritmo, com pausas quando precisar. Para quem tem 16 ou 17 anos, o atendimento acontece com autorização e ciência do responsável legal, mas o espaço da sessão é seu.

Sobre o diagnóstico: o que este atendimento é e o que não é

Este é um acompanhamento psicológico — não uma avaliação diagnóstica. No Brasil, a investigação de autismo em adultos costuma envolver avaliação neuropsicológica com instrumentos específicos e, para finalidades como CIPTEA, benefícios ou medicação, um laudo médico de psiquiatra ou neurologista.

Se o que você procura é o laudo, posso te orientar sobre o caminho e para onde buscar. Mas você não precisa de diagnóstico fechado para começar a terapia — muita gente chega justamente na dúvida, e o sofrimento não espera o papel ficar pronto.

Avaliações no Google

O que dizem sobre mim

5,0Avaliações reais de pacientes

Manoela Carloto

2 avaliações

5 dias atrás

Uma profissional maravilhosa, atenciosa, que nos faz olhar de verdade para aquilo que está nos incomodando no momento, com tarefas muito didáticas e que nos tiram da zona de conforto. Os períodos que tive com ela foram muito especiais, e guardo no coração todo o carinho, a atenção e o atendimento que marcaram a minha vida. Indico de olhos fechados!

Karol Ribeiro

20 avaliações

uma semana atrás

Me sinto muito à vontade nas consultas, como se tivesse um espaço seguro só meu. A forma como ela conduz a terapia é leve, mas ao mesmo tempo profunda. Sou muito grata por tê-la encontrado.

Gisele Gamez

45 avaliações

2 semanas atrás

Uma psicóloga incrível, que realmente escuta e ajuda a enxergar as situações de uma forma diferente. Sempre saio das sessões mais leve e com novos aprendizados. Recomendo de olhos fechados!

Amanda Saldanha

19 avaliações

6 dias atrás

Uma profissional incrível… Extremamente competente, humana e verdadeiramente comprometida com o bem-estar de seus pacientes.

Pamela Carvalho

32 avaliações

2 semanas atrás

Profissional maravilhosa, transmite segurança e acolhimento. Tenho a confiança de indicá-la por conhecer sua seriedade e dedicação há muitos anos!

Cida Ribeiro

33 avaliações

2 meses atrás

Maravilhosa! Excelente profissional. Te deixa à vontade para falar sobre suas necessidades, suas dores e insegurança.

Psicóloga Karina Freitas

Conheça a
Psicóloga Karina Freitas.

Sou psicóloga clínica há mais de 10 anos e meu trabalho é oferecer um atendimento empático, sigiloso e com base científica, que faz diferença de verdade na vida de quem chega até mim. Com pessoas autistas e com quem está investigando um diagnóstico tardio, o ponto de partida é o mesmo: entender como o seu funcionamento realmente é, em vez de tentar corrigi-lo para caber num padrão que nunca foi feito para você.

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Por que o Atendimento Online Costuma Ser Mais Confortável

Boa parte do desgaste de ir a uma consulta não está na conversa — está em tudo que vem antes dela.

Sem Sala de Espera

Nada de recepção, ruído, gente desconhecida e espera indefinida antes de começar a falar.

Ambiente que Você Controla

Sua luz, sua temperatura, seu fone, seu objeto de conforto. Stim durante a sessão é bem-vindo.

Câmera É Escolha Sua

Contato visual não é requisito. Olhar para outro ponto, desenhar ou desligar a câmera não atrapalha a terapia.

Acesso

Atendimento por videochamada em qualquer cidade do Brasil.

A Terapia Não Serve para Tratar o Autismo

Vale começar por aqui, porque é a dúvida que mais afasta pessoas autistas da terapia. Autismo não é doença e não é algo a ser curado. Ninguém vai te treinar para imitar melhor o comportamento neurotípico. O que adoece, quase sempre, não é o autismo em si — é o custo de atravessar a vida se adaptando a ambientes, rotinas e expectativas que não foram pensados para o seu funcionamento.

O que costuma ser trabalhado

  • Exaustão da camuflagem e burnout autista
  • Sobrecarga sensorial e formas de reduzi-la no dia a dia
  • Ansiedade e sintomas depressivos que vêm junto
  • Autoaceitação depois de anos se achando estranho
  • Relacionamentos, limites e comunicação direta
  • Adaptações no trabalho e nos estudos

O que não faz parte

  • Tentar "curar" ou reduzir o autismo
  • Treinar contato visual ou expressões forçadas
  • Proibir stims ou interesses profundos
  • Exigir câmera ligada ou olhar para a tela
  • Emitir laudo ou fazer avaliação diagnóstica
  • Atendimento infantil (aqui é adolescente e adulto)
  • Tratar previsibilidade como defeito a corrigir

Diagnóstico Tardio: o Alívio e o Luto

Descobrir tarde — no fim da adolescência ou já adulto — que se é autista costuma trazer duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é alívio: finalmente existe uma explicação para o cansaço, para os mal-entendidos, para a sensação de estar sempre traduzindo o mundo. A segunda é luto — pelos anos de esforço invisível, pelos diagnósticos que não explicavam tudo, pelas vezes em que você concluiu que o problema era você.

As duas coisas cabem na terapia. E junto com elas vêm decisões bem concretas: a quem contar, o que pedir de adaptação no trabalho, como explicar para a família, quanto de camuflagem você ainda quer sustentar e em quais situações. Não existe resposta pronta para isso — existe um espaço para pensar sem pressa.

Camuflagem: o Custo de Passar Despercebido

Camuflagem, ou masking, é o conjunto de estratégias usadas para parecer neurotípico: ensaiar falas antes de uma reunião, controlar a própria expressão facial, forçar contato visual, segurar movimentos que aliviariam a tensão, estudar como as outras pessoas se comportam para reproduzir depois.

Funciona — e é justamente por funcionar que costuma atrasar tanto o reconhecimento do autismo, especialmente em mulheres. O problema é o preço: exaustão crônica, ansiedade, sensação de ser uma fraude, e o esgotamento que a comunidade chama de burnout autista, em que habilidades que antes estavam disponíveis simplesmente deixam de responder por um período.

O trabalho terapêutico aqui não é te obrigar a abandonar a camuflagem em todo lugar — há contextos em que ela é uma proteção real. É transformá-la em escolha consciente, com custo conhecido, e ampliar os espaços em que você não precisa dela.

Pessoas autistas têm risco maior de depressão e de sofrimento intenso, e o esgotamento costuma ser subestimado por quem está de fora. Se você está em crise ou com pensamentos de morte, procure ajuda imediata: CVV no 188 (gratuito, 24h, também por chat) ou uma emergência.

Autismo e TDAH na Mesma Pessoa

É comum que as duas condições apareçam juntas, e a combinação confunde: a necessidade de rotina puxa para um lado, a dificuldade de sustentá-la puxa para o outro. Muita gente descobre um e só depois entende que o outro também estava ali. Se essa parte faz sentido para você, vale ler também sobre o acompanhamento psicológico para TDAH.

Como Funciona o Acompanhamento

  1. Contato inicial: conversa por WhatsApp — por texto, no seu tempo, sem precisar ligar (se você tem 16 ou 17 anos, é o momento de alinhar a autorização do responsável)
  2. Primeiras sessões: entender seu histórico, seu funcionamento e o que mais pesa hoje
  3. Combinados de sessão: câmera, pausas, aviso de mudança de horário, escrever antes o que quer falar
  4. Acompanhamento contínuo: sessões semanais por videochamada, com encaminhamento para avaliação quando fizer sentido

Sobre a palavra: aqui usamos autista, porque é como boa parte da comunidade se identifica. Se você prefere outro termo para falar de si, o seu é o que vale na sessão.

Perguntas Frequentes

O atendimento é para quem? Atende crianças?

O atendimento é para adolescentes e adultos autistas — na prática, a partir dos 16 anos. Não há atendimento infantil. Se você procura acompanhamento para uma criança, o caminho costuma ser outro: psicologia infantil, terapia ocupacional e intervenções presenciais com participação da família, com profissionais que têm essa formação específica.

Tenho 16 anos. Preciso de autorização dos meus pais?

Sim. Por ser menor de 18 anos, o atendimento acontece com autorização e ciência do responsável legal, alinhadas no primeiro contato. Isso não significa que os seus responsáveis participem das sessões nem que tenham acesso ao conteúdo delas: o espaço da sessão é seu, e o sigilo é preservado dentro do que a ética profissional prevê.

Preciso ter laudo de autismo para começar a terapia?

Não. Muita gente chega justamente na dúvida, depois de se reconhecer em relatos de pessoas autistas. O acompanhamento psicológico não depende de laudo: a exaustão social, a sobrecarga sensorial, a ansiedade e a autocrítica podem ser trabalhadas com ou sem diagnóstico fechado. Se em algum momento fizer sentido buscar a avaliação formal, dá para organizar essa decisão junto na terapia.

A psicóloga faz o diagnóstico de autismo?

Não. O trabalho aqui é acompanhamento psicológico, não avaliação diagnóstica. No Brasil, a investigação de TEA em adultos costuma envolver avaliação neuropsicológica com instrumentos específicos e, para finalidades como CIPTEA, benefícios ou medicação, um laudo médico de psiquiatra ou neurologista. Durante o acompanhamento é possível conversar sobre esse caminho e receber orientação sobre para onde encaminhar.

A terapia vai tentar me fazer parecer menos autista?

Não. Autismo não é doença e não é algo a ser curado ou corrigido. O objetivo não é treinar você para imitar melhor o comportamento neurotípico — é reduzir o desgaste de viver camuflando, entender o próprio funcionamento e construir uma rotina, relações e um ambiente de trabalho que caibam em quem você é. Quando a camuflagem é necessária em algum contexto, o trabalho é sobre escolha e custo, não sobre obrigação.

Posso ficar com a câmera desligada ou não olhar para a tela?

Pode. Contato visual não é requisito para a terapia funcionar. Você pode olhar para outro ponto, desenhar, usar as mãos, ficar com fone, manter a câmera desligada em parte ou em toda a sessão. Escrever antes o que quer falar também é bem-vindo. O combinado é feito com você, e não contra o seu jeito de se comunicar.

Recebi um diagnóstico tardio e me sinto perdido. A terapia ajuda nisso?

Sim, e essa é uma das demandas mais comuns na vida adulta. O diagnóstico tardio costuma vir com alívio e luto ao mesmo tempo: alívio por finalmente ter uma explicação, e luto pelos anos de esforço, de se achar estranho ou insuficiente. A terapia é o espaço para reler a própria história com essa chave nova, decidir a quem contar, negociar adaptações no trabalho e nos relacionamentos e sair do modo sobrevivência.

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